domingo, 29 de junho de 2014

Avé, César!! Bravo, Júlio César.


No futebol uma das posições mais injustiçadas é a de goleiro. Este que mal é lembrado - já que os grandes craques que lembramos são aqueles que encantam na linha -, pode ser santo ou vilão, basta uma fração de segundos para definir um lance, e com ele, definir uma vida e encerrar carreira...

Sempre gostei dos goleiros, e desde que me entendo por gente, brigo para nos babas ficar no gol. E assim, quando assisto uma partida de futebol, vou logo perguntando quem é o goleiro? E foi nesse interesse pelos arqueiros que nos anos 2000, vi surgir no Flamengo - meu time de coração -, um grande goleiro, o Júlio César. Naqueles tempos presenciei o Júlio fazendo verdadeiros milagres que impediram a nossa queda para a segundona e o levaram a jogar na Europa.

Na Europa, ele continuou sendo um dos grandes e logo se tornou o melhor do mundo em sua posição, alcunha dada pela grande mídia e internalizada por milhões de torcedores. E foi assim que ele chegou a Copa de 2010. Contudo, o mesmo futebol que consagra é aquele que pune e logo esquece. Assim, bastou um erro e uma eliminação, para que nosso herói de hoje fosse excretado e transformado em um Judas.

O Júlio aceitou o papel de vilão e pediu uma chance para dar a volta por cima. Sofreu, trabalhou, se preparou e ganhou a chance.. que hoje possibilitou que com a cabeça erguida, ele pudesse ser saudado e aclamado por todos - os que sempre acreditaram em sua redenção e por aqueles corneteiros que quase sepultou uma carreira vitoriosa.

Obrigado Júlio, sempre confiei em ti e vou continuar confiando. Para mim, você é um dos maiores goleiros que o Brasil já teve e quem sabe, jogando novamente no meu mengo, pós copa.
Sempre gostei dos goleiros, e desde que me entendo por gente, brigo para nos babas ficar no gol. E assim, quando assisto uma partida de futebol, vou logo perguntando quem é o goleiro? E foi nesse interesse pelos arqueiros que nos anos 2000, vi surgir no Flamengo - meu time de coração -, um grande goleiro, o Júlio César. Naqueles tempos presenciei o Júlio fazendo verdadeiros milagres que impediram a nossa queda para a segundona e o levaram a jogar na Europa.
Na Europa, ele continuou sendo um dos grandes e logo se tornou o melhor do mundo em sua posição, alcunha dada pela grande mídia e internalizada por milhões de torcedores. E foi assim que ele chegou a Copa de 2010. Contudo, o mesmo futebol que consagra é aquele que pune e logo esquece. Assim, bastou um erro e uma eliminação, para que nosso herói de hoje fosse excretado e transformado em um Judas.
O Júlio aceitou o papel de vilão e pediu uma chance para dar a volta por cima. Sofreu, trabalhou, se preparou e ganhou a chance.. que hoje possibilitou que com a cabeça erguida, ele pudesse ser saudado e aclamado por todos - os que sempre acreditaram em sua redenção e por aqueles corneteiros que quase sepultou uma carreira vitoriosa.
Obrigado Júlio, sempre confiei em ti e vou continuar confiando. Para mim, você é um dos maiores goleiros que o Brasil já teve e quem sabe, jogando novamente no meu mengo, pós copa.

domingo, 18 de maio de 2014

O fim, as lembranças e as promessas

Prefiro o término para me lembrar o que foi, do que os fantasmas para me atormentar com o que poderia ter sido.

quarta-feira, 5 de março de 2014

A Arte e a Vida, Caminhos Para a Felicidade

Os filmes e os livros são como a vida. Podemos ficar tristes por algum tempo, por achar que não merecemos aquilo que nos foi dado/ que nos acontece. Mas, no fim, percebemos que esses momentos nos ajudam a reparar as verdadeiras alegrias que nós recebemos.

domingo, 2 de março de 2014

Quem nasceu para ser constelação, não merece ser estrela


Ontem, hoje ou daqui a dois anos... quem mandou ser tão especial a ponto de se dar ao luxo de poder escolher quando comemorar o próprio aniversário. Queria poder estar por perto para lhe dar um abraço e lhe desejar tudo de melhor em sua vida, pois é isso que você oferece a cada um de nós. Como não dá para estar ai com você, lhe brindo com esse pequeno texto, que tento escrever desde dezembro, como uma homenagem a minha adorada amiga, que sempre acreditou em mim e me dá esperança para continuar buscando coisas melhores a cada dia. Espero que você goste.

"Um diamante bruto deve ser lapidado várias vezes até que se transforme numa minúscula joia."

Minha querida amiga, Su...

Você apareceu de forma tímida, afinal ouvi seu nome pela primeira vez numa reunião com Carla. No início causou certo ciúme, pois num instante de delírio imaginei que você seria uma intermediária entre nós, estudantes, e Carla. Logo fui vendo o quanto estava enganado, já que no nosso primeiro contato você foi mostrando suas credenciais me convidando para protestar acerca do acumulo de cargos - no dia eu nem imaginei, mas esse foi o início de uma caminhada marcada pelas lutas do que é certo, do que é justo, pela defesa dos amigos e pelas mudanças, essas que são tão constantes em nossas vidas.
Os dias foram passando e você - uma mulher de sentimentos profundos, prestativa e com seu jeito espontâneo de ser - foi encantando, convencendo e conquistando. Se tornando indispensável na vida de muitos, e como eu não podia ficar de fora, tive minha vida abençoada com/pela sua presença.
Entre muitas benções que eu pude compartilhar com você, sua amizade e sua confiança foram fundamentais. Para que isso fosse possível me tornei uma espécie de voluntário na direção, e foi onde compartilhamos nossas histórias, nossos problemas, risadas e apoio mútuo. Lá conheci um pouco da sua itinerância educativa e de sua trajetória de vida, história que só evidência uma de suas diversas qualidades - a coragem. O que me fez perguntar, como não lhe tomar de exemplo.
Fui me habituando e me apegando a você, mas quem disse que tudo foram flores logo de cara? Descobri o que é conviver na sua lista negra, só por causa de uns aninhos a mais. Tive que pagar os maiores micos que se possa imaginar, tudo pra voltar as boas graças de novo. E de pensar que essa proibição vem da pessoa mais festeira que eu conheço, afinal de formatura a chá de fraldas, tudo é motivo para uma grande festa.Ah, e por falar em festa, ninguém melhor que você para organizá-las. Lembra do café da manhã, onde você mostrou todo seu despreendimento ao sair convidando todo mundo e até emprestando sua mãe para que ela fizesse o melhor cuzcuz de tapioca que já se teve notícias? E do aniversário de Carla, que você contagiou a todos para que a gente pudesse fazer uma grande surpresa? Quando olho para trás e lembro de tudo isso, você me vem a mente como aquela que sabe fazer dos pequenos detalhes, grandes alegrias.
Para não parecer que não existia trabalho, preciso lembrar das inúmeras reuniões - nas quais você me ajudou a entender que a caneta e as palavras podem ser muito mais poderosas do que a guerra, e a perceber como somos poderosos quando nos manifestamos. Ainda nas reuniões sempre aparecia um caso difícil de resolver, e você com seu jeito prático, fazia tudo parecer fácil; sem contar na confiança que você depositava em mim, então se te encanto na maneira de me colocar nos espaços, agradeço a você, por me deixar a vontade para isso. E o que falar dos eventos, que foram tantos: Kizomba, Debates, Posse, Aniversários, Jornada Pedagógica... e nunca deixamos de estar juntos, organizando e participando, de cada um deles.
Ahh, como sou feliz por participar da Jornada Pedagógica. Foi lá que conheci seu lado encantador de educar, mas antes protagonizamos o mico do ano. Lembra que a gente foi de plaqueta (improvisada) na mão esperarmos pela estrela da noite, lá na entrada da uneb - e de pensar que ele já estava no DEDC? Naquele dia você ganhou um grande fã de seu trabalho, porque se a vizinhança cheia de estrelas repete o que todos já sabemos, você usa o que já sabemos para fazer com que a gente faça novas descobertas e assim alcance as estrelas.Essa sua competência e talento natural para trabalhar na área que ama lhe habilitaram para ser aprovada no MPEJA. Lugar que você conquistou por mérito e que me fez vibrar de alegria por essa sua mais nova conquista. Quero estar presente no dia em que você começar a dar aulas na faculdade, e se tornar a estrela no céu do nosso conhecimento. Com certeza passaremos a ter muitos novos profissionais lutando pela valorização e educação de seus alunos.Como tudo na vida, passamos por momentos difíceis. Alguns você tirou logo de letra - lembra do factídico dia da morte do cagado, apesar de trágico, você conseguiu transformar em uma comédia digna dos teatros gregos.. que belo conto essa história daria; outros foram desgastantes - como o processo eleitoral, no qual choramos juntos, brigamos de galera, e persistimos, para no fim sairmos vitoriosos e fortalecidos para os desafios que se apresentaram desde então.Poderia falar de tantas outras histórias, outros momentos e outras muitas qualidades suas, que são tão marcantes, mas dezembro chegou e com ele a possibilidade de um breve até logo. No início fiquei triste porque não queria que você fosse, afinal todas as minhas amizades terminam tendo um prazo de validade (duração do curso, escola, etc) - fiquei com medo de que seria assim contigo também. Foram dias difíceis e tristes, os primeiros do ano. Mas, como bem disse Shakespeare "verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias", assim percebi que continuaríamos mantento contato e com isso consegui processar que essa mudança não seria uma despedida e que iria ser importante para seu futuro, para sua felicidade.
Dessa forma, só quero que você saiba que penso em você, saiba que quero sempre o seu bem, estarei sempre na torcida pelas suas vitórias, suas conquistas e sua felicidade. Aproveite o tempo no Rio para virar flamenguista, não demore a voltar. Você nem imagina a saudade que eu sinto."Se um rei tivesse uma pérola inestimável. Uma joia que amasse acima de tudo. Ele a guardaria num esconderijo. Tirando-a de vista. Temendo que outros a roubassem? Ou a exibiria, orgulhoso, engastada num anel ou numa coroa. De modo que o mundo lhe admirasse a beleza e visse a riqueza que ela trazia à sua vida? Você é a minha pérola inestimável." 

Declaração de Apoio - Eleições da Reitoria UNEB 2013




Um dos motivos que me levou a apoiar José Bites de Carvalho e Carla Liane para a eleição da reitoria é por discordar veementemente com a relação que a atual administração da UNEB estabeleceu com os estudantes. 
Primeiro, o que sempre vemos nessa aproximação da reitoria-discente é um verdadeiro balcão de negócios, no qual você é logo questionado se tem boa relação com o DCE e de qual lado você está, e geralmente tem seu pedido atendido seguido pelo "conselho" de procurar A ou B. Segundo, eu sempre lutei pelos estudantes e vou sair da UNEB lutando por eles, por isso não podemos ter uma reitoria que atende as demandas estudantis com dois pesos e duas medidas, concedendo passagens e locação de ônibus a uns, e se negando a atender a demanda prioritaria que ela deveria assumir, que é garantir a nossa permanencia, enquanto estudantes, na Universidade, e aqui eu aproveito para lembrar que não podemos tolerar uma reitoria que vem desde de 2009, nos enrolando com a promessa da construção de um Restaurante Universitário, isso não é ter boa vontade (pra dizer o minímo). Terceiro, uma reitoria que é conivente com aluno recebendo dinheiro de projeto que nem sequer ele participa, não é de dar orgulho a nós, honestos e militantes, que perdemos tantos companheiros no caminho do curso, porque o ÚNICO beneficio que nós temos para se manter na universidade são bolsas que atrasam meses. Quarto, tenho muito orgulho de ser Unebiano. Desde 2009, esse ambiente, tem sido de intenso aprendizado e de uma riqueza pra minha formação enquanto profissional e ser humano imensuravel. Mas, fico envergonhado de ver o nome da nossa instituição em página policial de jornal, de ser questionado por amigos e familiares sobre o envolvimento da nossa Universidade, que tanto dou minha contribuição, envolvida em esquema de corrupção. Assim sendo, tudo o que eu luto e apoio, é justamente o que todos nós, que estamos cansados da mesmice e de promessas vazias, acreditamos, uma UNEB transparente, que preze pelo dialogo, que respeite a autonomia de cada um, que tenha consciencia e responsabilidade social e que acima de tudo tenha respeito por sua história e por sua grandeza.‪#‎PorumaUNEBmaisParticipativa‬

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A Copa do Brasil, Suas Manifestações e Seus Desdobramentos (Ou Não!!)

Primeiro ponto, é evidente que apesar de todas as dificuldades, a copa dará certo dentro do que ela propõe, que é o entretenimento, isso porque é de nossa natureza abraçarmos os visitantes e querer fazer bonito para que eles voltem (é o jeito brasileiro de ser, e não iremos contra essa natureza). Segundo ponto, irão ocorrer muitas manifestações daqui para a frente, de pessoas querendo fazer algo para o país melhorar, e principalmente, dos direitistas de plantão e seus chegados querendo voltar a ter o controle do bolo (concentração da riqueza) em suas mãos (afinal as eleições serão às portas da copa, e o melhor marketing político será fazer a parceria com a rede globo para detonar o principal evento proposto pelo governo do PT, diga-se aqui, que eu tenho minhas muitas criticas). Terceiro ponto, concordo que dentro do que se poderia investir em termos de infraestrutura e mobilidade além de acordos financeiros para se constituir um legado para o Brasil, muito pouco foi feito, e o que ficará para nós após a copa será minimo, se comparado ao que a FIFA vai levar, e se os nossos governantes poderiam ter conseguido se tivessem direcionado os mesmos esforços em organizar a copa, para outras áreas de atuação. Quarto ponto, e esse eu acho fundamental, há bastante tempo nós temos acompanhado o abandono de nossa cidade e sendo cúmplices com isso - afinal, não faz muito tempo que reelegemos João Henrique para ele detonar com Salvador de vez -, além de vermos os serviços públicos (como a saúde e a educação) agonizando, em decorrência de investimentos insuficientes e sem um planejamento a longo prazo. Com a crise dos principais setores públicos e com o aumento da população não é de se surpreender que o resultado dessa mistura explosiva seria o caos que temos presenciado cotidianamente, sendo que: o desemprego, jovens mais perto das drogas, a inflação, aumento dos moradores de rua.. enfim, uma série de problemas que vemos acompanhando a décadas. Esse problemas não foram criado pela a copa do mundo e por isso digo que ela não é a vilã da nossa história. Aumenta o problema? Sim, contudo, ela é mais uma consequência de uma série de equívocos, assim como a corrupção, a falta de planejamento, a ausência de políticas públicas em determinadas áreas e a descontinuidade delas em outras. Dessa forma, estamos só vivendo a bomba relógio que armamos a muito tempo, e que até hoje, ao invés de a desarmarmos só temos procurado ganhar mais tempo para evitar que ela exploda de vez.
Precisamos rever que tipo de participantes políticos nós somos, que tipo de representantes queremos e elegemos, que tipo de sistema de governo é o melhor para nossa cidade e para nosso país.. E só aí, só após esse momento, lidando com a verdadeira causa de nossos problemas, poderemos erguer a cabeça e escolher que tipo de evento vamos querer organizar na nossa sociedade.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Nossa Amizade - Um Caminho de Luz

Minha querida,

Estou aqui tentando cumprir essa tarefa hérculea que me foi passada. Não sei se serei capaz de conseguir lhe satisfazer com minha resposta, e nem sei se alguém, um dia, responderá à sua altura. Porque além de você ser uma pessoa que possui MUITAS QUALIDADES, termina em inúmeras vezes, se revelando de forma que engana aos olhos, e consegue estar SEMPRE SE REINVENTANDO.Quando te conheci não sabia muito bem o que esperar. Primeiramente, por ficar no seu canto, com um ar meio desconfiado, olhando pra todo mundo - com o tempo descobri que esse seu olhar seria constante na nossa relação, afinal se o mundo precisa de um pouco de mistério, porque a gente também não poderia ter (=P) -, pensei que você fosse uma daquelas meninas patricinhas que se achava.Entretanto, logo no nosso primeiro contato, ainda no dia de nossa chegada à Uneb, toda a minha primeira impressão sucumbiu. No momento em que com um pequeno gesto, você me acolheu e me PASSOU CONFIANÇA, ficou impossível não sentir algum CARINHO por você. Foi o início de um sentimento SINCERO - nossa AMIZADE.Ao longo da convivência de uneb fomos nos conhecendo de verdade, as RESISTÊNCIAS foram caindo e como uma rosa, você foi revelando toda sua BELEZA, deixando orgulhosa as mulheres de sua casa, afinal foram poucas pessoas que conheci na vida que demonstram tanto AMOR PELA FAMÍLIA.Por ser tão ligada a família, e também por SE PREOCUPAR COM OS OUTROS, você SEMPRE ESTEVE PRESENTE na vida dos seus amigos e como não poderia deixar de ser, na minha vida também - me dando forças nas ideias mais loucas, comemorando os momentos de vitória, segurando a onda nos momentos de tristeza.. e não podemos deixar de dizer, fazendo como ninguém a tarefa de cupido, que me valeu a mulher de minha vida, e seu lugar na família, não é mesmo minha madrinha (=D)?A uneb trouxe, ainda, tantos outros aprendizados.. Já lhe disse que sua PRATICIDADE, as vezes, me enlouquecia? Principalmente nas atividades em em equipe, muitas vezes pensava que não ia funcionar, e no fim dava um alivio e uma ALEGRIA por sempre dar tudo tão certo. E por falar em atividades, você terminou ganhando toda minha ADMIRAÇÃO, por acrescentar ao seu repertório, sua PREOCUPAÇÃO SOCIAL - seja por sua vontade em trabalhar com o Eja prisional ou pela sua preocupação com o meio ambiente.
Essa sua preocupação social, que te levou a encarar a jornada para cajazeiras rumo a Casa do Sol, além de revelar/evidenciar algumas características suas, também mostrou que quando vcoê quer algo, termina ENCONTRANDO UM JEITO PARA SUPERAR AS DIFICULDADES. Nunca disse isso para ninguém, mas aqueles estão entre os dias mais felizes de minha vida - pelo COMPANHEIRISMO que compartilhavamos no trabalho, pela PACIÊNCIA na espera do Narandiba, pelas RESENHAS no ponto, ao ver aflorar seu LADO MATERNO com as crianças (por mais que você negue, você será uma mãe maravilhosa), e por presenciar sua PERSISTÊNCIA em não desistir das crianças.  Ah, me desculpe por não realizar seu sonho de ir na Cidade de Plástico, espero que esse trechinho renove suas lembranças desse lugar tão sonhado:                           
"A Cidade de Plástico, assim denominada pelos moradores desse lugar, surge em um campo de futebol, que fica nas imediações de Cajazeiras VI, a partir da  necessidade de pessoas sem moradia e sem emprego encontrar/organizar seu próprio abrigo. Curioso é saber que, além do ESFORÇO PELA SOBREVIVÊNCIA, essas pessoas precisam ter endereço oficial para acessarem os serviços públicos oferecidos no bairro, pois frente às autoridades este lugar não existe! Se vão aos postos de saúde não são atendidos porque não têm endereço. Então, é como se fossem invisíveis? E aí Raimalda reflete que é nos lugares invisíveis que a Casa do Sol quer estar e está fazendo alguma coisa pelo próximo para que ele tenha dignidade."
Tudo isso passou tão rápido, mas foi tão SIGNIFICATIVO que eu não quero(ia) me separar de você, por isso, sua defesa/formatura, foi um momento tão conflituoso - se por um lado estava ALEGRE de te ver concluir essa etapa de sua vida, de outro fiquei muito triste, pois não iria ter você mais por perto no dia a dia.  Contudo, as vezes a vida nos reserva SURPRESAS INCRÍVEIS, e como um fio invisível conecta aqueles que estão destinados a encontrar-se, independentemente do tempo, lugar ou circunstância, o Suprof lhe trouxe para perto de mim novamente.
Tami, uma vez, você segurou em minhas mãos para que eu não fosse a lugar algum, eu tentei e continuo tentando deixar minhas mãos por perto, para que você sempre tenha um porto seguro - seja para te acolher nos momentos difíceis, seja para te abraçar nos momentos felizes, enfim... seja para o que você precisar. Conte comigo sempre.                             
"Se um rei tivesse uma PÉROLA INESTIMÁVEL. Uma joia que adorasse acima de tudo. Ele a guardaria num esconderijo. Tirando-a de vista.Temendo que outros a roubassem? Ou a exibiria, orgulhoso, engastada num anel ou numa coroa. De modo que o mundo lhe ADMIRASSE A BELEZA e visse A RIQUEZA que ela trazia à sua vida? Você é a minha pérola inestimável."
 Adoro você, minha queria amiga.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Trajetória Eleitoral do DEDC - Da Direção a Reitoria

Carla,

Pe. Luís Lintner acreditava que cada um nasce, cresce e labuta, e cada um tem que responder a um chamado e continuar a fazer e refazer a sua própria história. Nada nasce acabado. Cada geração tem a obrigação de viver sua própria experiência: a história, como diria Comblin, tem um caráter provisório e não dispensa ninguém de fazer e refazer o caminho. Não podemos ficar escravos das gerações anteriores e nem obrigar as gerações futuras a nos seguirem. Nossas tarefas serão sempre inacabadas e cabe a cada um de nós fazer sua parte, sabendo que nunca poderá completar sua obra...Como se o futuro tivesse se revelando, você chegou ao DEDC para atender a esse chamado. Com seu grande sorriso acolhedor, logo foi contagiando alunos, professores e funcionários. Na sala de aula, já causava um grande alvoroço, ao nos instigar sempre a termos um posicionamento crítico frente à sociedade. Precisamos registrar, ainda, sua preocupação com os rumos da Universidade, que naquele momento se encaminhava para um abismo quase sem fim. Dessa maneira, você começou a se aproximar do movimento estudantil e o movimento estudantil começou a se aproximar de você pela sua fala inebriante - na qual ao invés de tocar em nossas mentes, você atingia diretamente os nossos corações - pelo seu posicionamento firme, pelas ideias compartilhadas e, acima de tudo, pelo seu desejo de ver os estudantes num lugar de destaque na nossa UNEB, onde inúmeras vezes você se apequenou para que nossa grandeza pudesse ser revelada.
Você conquistou nosso respeito e a nossa admiração, e por isso tomamos para si a responsabilidade da sua candidatura para a eleição da direção do nosso Departamento. Acreditando que você não iria temer fazer escolhas difíceis para alcançarmos o ideal para o DEDC, nos coube levar adiante a chama da esperança que você acendeu em nossos corações.Enquanto diretora do Departamento de Educação, você honrou sua história e suas promessas, apostando em uma ideia de movimento. Com o lema “O DEDC NÃO PODE PARAR”, você ousou e deu espaço para que os funcionários e os estudantes se tornassem protagonistas nas discussões e deliberações acerca dos encaminhamentos do nosso dia-a-dia – seja no debate das propostas curriculares; seja no incentivo de pesquisas novas e antigas; seja no trato com todos que te cercam; seja no apoio de programas especiais; seja na parte administrativa, dando uma maior liberdade para os setores. Essa autonomia proporcionou, praticamente, a satisfação de quase todos os integrantes aqui de Educação, que protagonizaram cenas de grande comoção e eventos de maior sucesso, afinal o KIZOMBA chegou para ficar.Ainda enquanto diretora era nítido sua preocupação com todos, em especial com os residentes e os programas especiais, para os quais você fez de um tudo para que nunca faltasse nada. Esse seu lado solidário, de se importar com os outros, até mais do que consigo mesma (em muitos momentos), nos ajudou a eliminar qualquer medo ou insegurança que pudéssemos ter e nos deu força para enfrentar os obstáculos que encontramos ao longo dessa caminhada.
O Departamento não vive sozinho, ele faz parte de uma realidade chamada Universidade do Estado da Bahia... E mesmo com o protagonismo do DEDC, as coisas na nossa universidade não estavam nada fáceis. Entre um escândalo e outro, as articulações para a eleição de reitoria começaram a esquentar.Você conseguiu unir o tradicional com o moderno, a ternura com a força, a juventude com a experiência, e por meio do Fórum dos Diretores, você ofereceu a toda uma comunidade acadêmica fragilizada a possibilidade de mudança que há muito desejávamos. Agora tínhamos a chance de ter uma vice-reitora que nos representasse, e mais uma vez, você não recuou. Você seguiu em frente.Lembra-se da chama da esperança que você acendeu? Lembra-se do protagonismo no qual você apostava para os estudantes? Lembra que você representava uma comunidade acadêmica inteira? Pois é... Como um vulcão em erupção tudo isso explodiu nas eleições da reitoria, e como uma lava incandescente criamos o MUDA UNEB, era nossa vez de atender ao seu chamado. Às vezes, o melhor a fazermos é viver o presente, e naquele momento o presente era de luta, muita luta. Discutimos, lutamos, choramos, mas nunca deixamos de acreditar, nem em um minuto sequer, de que nós faríamos germinar a semente da esperança que você plantou lá atrás, e às vezes, basta ter esperança para superar qualquer coisa.
Essas superações aconteceram em alguns momentos em você desacreditou, em que você teve medo, mas sempre estávamos lá para te lembrar de que devíamos promover coragem onde há medo, promover o acordo onde existem conflitos e esperanças onde há desespero. Depois disso: ata, fanfarra, debates, votação... Nada conseguiu abalar nossa confiança na vitória. Sua vitória, nossa conquista.
Você, Carla, é uma encantadora de sonhos, é aquela que consegue deixar vivo nas pessoas o desejo profundo de mudança. Ser encantadora de sonhos é acreditar na transformação do outro, nas relações de igualdade, no potencial existente em cada ser humano; encantadora de sonhos é aquela que ajuda a fortalecer e alimentar desejos, possibilitando a cada um de nós sonhar o seu próprio sonho e o de tantas outras pessoas.Encantadora de sonhos é aquela que, como você, consegue sempre encontrar um lado doce na amargura.
Estaremos sempre juntos, independente de onde você esteja. Conte conosco nessa fase de consolidação e construção da mudança que queremos ver na nossa instituição. Você sempre irá nos representar.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Chamada da Formatura - Turma 2009.1

ALINE
Ela é nossa linda e encantadora, Rapunzel!
Dona de um olhar penetrante e, de um jeito meigo, que só ela tem. Recebe-nos com um sorriso sincero, que afugenta os problemas...
A sua força de vontade e sua determinação fizeram com que ela chegasse até aqui, e por não desistir do que realmente acredita, hoje é seu dia... Vem, Aline Abreu, nossa querida Pedagoga.

ANA CRISTINA
Quem já leu a bela história da Menina Bonita do Laço de Fita?
Você tem um coração do tamanho das suas crenças, nunca desanimou ao se deparar com situações difíceis, e sempre conservou a esperança de ver o mundo, como um lugar de igualdade para todos.
Dona de um belo sorriso, e de uma família unida... Não deixa de curtir com os amigos, sempre mantendo o espirito de criança... Ana Cristina vem tornar seu sonho realidade...

BIANCA
Princesa, menina, mulher...
Tímida e cheias de dúvida, quando Freud explicava os olhos brilhavam tanto... Será que era sinal de sua paixão pela psicologia?
Assim como Harry Potter, seu bruxo amado, ela foi se descobrindo e se revelando... E com isso a mulher foi pedindo passagem. Romântica declarada esperou até a última badalada do relógio para descobrir sua paixão.
É Bia, assim como nas melhores histórias, a meia noite chega para todos. Vem, Bianca Nogueira, a mais nova Pedagoga do mercado editorial.

MARA
Mãe de Melissa, estudiosa e amiga, com ela nós sempre podemos contar. Afinal quem não teve sua vida adoçada pelos seus brigadeiros e casadinhos?
Como toda fada madrinha, você chegou cheia de sonhos e desejos.. Seus desejos, nossos sonhos... E como você mesma diz: “A batalha não termina agora, apenas uma etapa se conclui”.
Vem, Mara Rubia, realizar seu desejo de ser Pedagoga.

PÂMELA

Minha pequena Eva, nossa pequena Eva...

Uma grande mulher ou uma doce menina? Dois lados de uma pessoa maravilhosa. Quem não se lembra das ligações no meio da manhã?Que ela dizia assim: “Amiga, a pró chegou?” (risos). Seus atrasos foram constantes, mas ela nunca abandonou sua verdadeira vontade, de continuar estudando nesta Universidade.

É, com tantos desafios e percalços, enfim você conseguiu. Vem, Pâmela Ferreira, desfrutar dessa grande conquista.

 RENATA

A bruxa malvada pergunta para seu espelho mágico: “Espelho, espelho meu existe alguém mais fanática pelo Corinthians do que eu?”.

Você chegou tímida e cheia de medos, por não conhecer os caminhos da cidade. Logo, foi se colocando com convicção e firmeza, garantindo assim a admiração de toda sala.

É, chegou o dia do discurso final... Ou deveria dizer da música final? Vem cantar pra gente? Vem se tornar Pedagoga, Renata Ramos.

THAIS

Quem disse que eu não posso ser princesa?
Como uma flor que desabrocha na primavera, você chegou devagarzinho e foi nos conquistando aos poucos. De jeito sereno e voz suave, já revelava uma grande segurança, contribuindo com nossas discussões de forma clara e objetiva.
Com sua fé imensurável, ela não se deixou fraquejar...

Vem, Thaís Neves, celebrar essa mais nova conquista, Pedagoga.

Discurso de Formatura - Turma 2009.1 (Oradora Bianca Nogueira)

Boa noite a todos!

Inicialmente, gostaria de agradecer em nome da turma a presença da professora Carla Liane (ou seu representante) representando a direção do departamento de educação, a presença do nosso Patrono o professor Walter Garrido, aos demais professores, pais, amigos, homenageados e funcionários. Agradeço, especialmente as minhas colegas formandas, pela confiança em mim depositada, na escolha para proferir algumas palavras, neste dia tão importante para todas nós. 
Era uma vez... sete garotas que tinham um sonho: entrar em uma Universidade Pública. Esse sonho foi alcançado em 2009.1. Algumas delas já tinham a convicção de tornarem-se pedagogas, outras, porém, se descobriram no decorrer do curso.
Neste lugar tudo era muito novo. E não puderam evitar a mistura de sentimentos e emoções: o medo do desconhecido, as expectativas, as descobertas, as frustações...
Nesse novo mundo, o tempo era dividido em semestres, que trouxeram os primeiros trabalhos acadêmicos. Quem não se lembra do nosso Anteprojeto de Pesquisa? Onde todas se entreolhavam e perguntavam: - O que é isso? Como faremos? E as aulas de filosofia com seus questionamentos sobre a vida... “A Natureza não é natural; A cadeira é cadeira ou é uma ideia de cadeira?” E os inúmeros fichamentos dos textos sobre Sócrates, Platão e o nosso “amado” filósofo Nietzsche.
Nessa nossa jornada por esse novo mundo, encontramos mestres fantásticos que nos tranquilizaram dando apoio e permitindo que desenvolvêssemos nossa criatividade. Foi aqui que fizemos nossos melhores seminários. Quem não se lembra das apresentações com nosso Michel Douglas, oh quero dizer Vicente.  E o que dizer das nossas apresentações de Arte e Educação? Tivemos até a entrega do oscar, com direito a tapete vermelho e tudo!!!
Como não lembrar das aulas e dos seminários de Ludicidade com o mestre Walter Garrido, que através dos autores Kishimoto, Bettelhein e Abramovich nos trouxeram as concepções do imaginário, da fantasia e do lúdico. Que além de revelar verdadeiros artistas, como Eliane e Jéssica Star, ainda foram tão importantes para a nossa formação e determinantes para a escolha do nosso tema de formatura?
E o que dizer da disciplina Estágio Supervisionado? No qual tivemos o privilégio de contar com o apoio, a dedicação e a competência da nossa professora Ana Lago, que com suas orientações norteou a construção do nosso trabalho nas escolas tornando essa experiência significativa para a nossa formação.
Ao longo dessa caminhada perdemos alguns amigos, uns desistiram, outros se foram, e aos que permaneceram, os laços foram fortalecidos. As alianças surgiram e com elas foram formadas “as panelinhas”. Mas apesar disso, essa turma tinha um diferencial, mesmo com os grupos, nunca deixamos de ser unidos e acolhedores. Não é mesmo Lariza, Ester, Célia, Samanta!? E quem não se lembra das nossas festinhas ao longo de cada semestre e dos amigos secreto no final deles? E as discussões e compartilhamentos de ideias e opiniões, ahh foram tantas... E podemos destacar ainda, o espirito questionador da nossa turma, no qual tudo era motivo para debate, discussões, opiniões... o que favoreceu a formação de representantes para o Diretório Acadêmico de Pedagogia, a exemplo, do nosso amigo Vanderson Silva.
Para finalizar, é importante ressaltar que essa vivência na Universidade não foi fácil, o que nos proporcionou, além de uma formação acadêmica, que nos permitiu ter um novo posicionamento na sociedade, uma formação humana. De fato, não se pode negar que amadurecemos ao longo dessa trajetória, e hoje temos mais confiança em trilharmos novos caminhos, enxergando o mundo com outros olhos.


E agora uma nova história se inicia... Muito obrigada!!!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Reflexões sobre a discussão da Redução da Maioridade Penal


Penso que antes de se discutir a questão da maioridade penal, o Brasil precisa passar por uma reestruturação politico-administrativa muito severa. É necessário rever o sistema educacional que não tem dado conta de suas demandas, a questão da administração pública que deixa a desejar no que tange a acessória de outros serviços, o nosso sistema judiciário que além de ser lento não cumpre seu papel de ressocialização. Enfim, no Brasil é necessário que se reflita sobre sua administração e as leis que o regem...
Contribuindo com a discussão do momento. Se a redução da maioridade fosse o caminho não teríamos nem a necessidade de se discuti-la, uma vez que a Casa do Menor (antiga FEBEM) já teria dado conta desse papel. E ainda digo mais, com a redução da maioridade penal onde vai se colocar os jovens infratores? Se os próprios presídios já sofrem com a superlotação... E para terminar, sei que é difícil  afinal nunca perdi ninguém para o crime (seja agressor ou vitima), mas precisamos tomar cuidado com os nossos desejos ao querer "punir" o criminoso. Precisamos pensar o que queremos de fato, se é justiça ou vingança? O caminho da vingança é o que vemos hoje, o da punição por ela mesma. O da justiça é a punição que ressocializa, punição que faz refletir.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Um dos meus ditos popular

Quem muito se explica, se complica.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Algo sobre a saudade

Sinto saudade do que vai ser, porque sempre vai me lembrar do que foi.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Algo sobre os Relacionamentos

A vida a dois é um conjunto de incertezas, o segredo para que dê certo.. é saber administra-las.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Memória Popular: A Escrita de cór


"A oralidade, a leitura e a escrita são atividades integradas e complementares, sendo que o primeiro contato da criança com o texto se dá através da narração oral, independentemente de estar ou não vinculada ao livro."
Gloria Radino

Introdução
De acordo com Soares (2001), alfabetizar letrando significa ensinar a língua escrita no contexto dos usos da linguagem nas práticas sociais de leitura e escrita, tornando a linguagem interlocutora do processo. Desta forma, o ensino da língua escrita deve considerar que os discursos se organizam em textos – orais ou escritos – que se configuram em gêneros diversos, e a escola deve partir desses textos, da linguagem em uso, para desenvolver capacidades de leitura e produção textual com funções e formas distintas. Nesse sentido, pode-se afirmar que quando o educando tem a oportunidade de usar e conhecer práticas de leitura e escrita da sociedade em que está inserido, seu processo de letramento se inicia antes de seu domínio do sistema alfabético de escrita.
A discussão em torno do letramento tomou forma a partir das proposições de alfabetização que aliassem ao processo de compreensão do sistema de escrita alfabético à compreensão dos usos da escrita, a sua organização em gêneros diversos com funções e formas diferentes e as particularidades do discurso escrito, definindo que a escrita é um sistema de notação alfabética  de base fonológica e ortográfica, mas é também uma prática social e discursiva complexa.
Diante dos questionamentos acerca do processo específico de alfabetização, ocasionados pela discussão sobre o letramento, a alfabetização passou a ser vista no âmbito de uma concepção não empirista, não associacionista de ensino e aprendizagem, que considera os conhecimentos e as hipóteses dos educandos em torno da natureza, das propriedades e do funcionamento do sistema alfabético de escrita. Os conhecimentos, as concepções, as representações dos alfabetizandos a respeito da escrita – do sistema notacional ou dos aspectos discursivos – passaram a ser considerados como importantes no ensino.
É preciso considerar que não é possível passar a uma perspectiva que negligencie o processo de apropriação do sistema em prol do letramento apenas. Nesse sentido, é preciso assegurar o domínio do sistema alfabético, que se dá progressivamente  através das reflexões que o aluno faz, em suas interações com este objeto de conhecimento e com os outros, a respeito da natureza e funcionamento da escrita, em toda sua complexidade, focando seus vários níveis, as diversas unidades da língua – fonemas, sílabas, palavras, fra­ses, textos – e os diversos sistemas semióticos que a acompanham.
A alfabetização com textos – ou seja, alfabetização em contexto de letramento – implica em usar os textos para fruir de sua leitura, se informar, se divertir, conhecer, dentre outras funções e objetivos relativos ao letra­mento, ou seja, para letrar-se, mas também para refletir sobre o sistema de escrita alfabética, que é o que possibilita as práticas de leitura e escrita autônoma e a ampliação das possibilidades de letramento. Ora, a escrita é uma prática social e discursiva, mas é também um sistema de notação que precisa ser focalizado, ensinado, a partir de intervenções que favoreçam a reflexão sobre seu funcionamento e propriedades. Há uma abordagem necessária do sistema de escrita, na medida do possível, em contextos de uso da linguagem.
Materiais como parlendas fatiadas, adivinhas em fichas com quatro opções de respostas para escolher a que respon­de à pergunta, fichas com expressões idiomáticas e provérbios populares para ler e montar as partes, registro e recriações de textos conhecidos dentre muitos outros, são algumas das possibilidades propostas nesse projeto que se apoia na união entre oral e escrito, tradicional e novo para alfabetiza letrando.

 Justificativa
A utilização de textos da tradição oral no processo de alfabetização favorece a reflexão sobre a língua e sobre o sistema de escri­ta alfabética. São, por sua natureza e características – curtos, facilmente memorizáveis, sonoros – gêneros de textos privilegiados para a alfabe­tização, pois favorecem a reflexão sobre o sistema de escrita alfabética, bem como constituem-se em expressões orais genuínas que circulam na sociedade. Além disso, esses textos permitem o estabelecimento de um vínculo pra­zeroso com a leitura e a escrita, por sua natureza lúdica. Quanto às experiências desse repertório para alfabetizar letrando, têm-se experimentado o seu uso em diversas ocasiões, com um retorno muito positivo do aprendizado.
Essa proposta constitui-se numa busca por uma prática pedagógica que alie a ideia de alfabetização em contexto de letramento e da leitura e escrita como práticas sóciodiscursivas, valorizando o uso de textos reais, as estratégias diversas de leitura, a escrita, sem perder de vista a reflexão sistemática e sistematizada sobre as unidades da língua, a reflexão fono­lógica e fonográfica, enfim, a apropriação das propriedades básicas do sistema alfabético.

Objetivo Geral
Proporcionar uma experiência de alfabetização numa perspectiva de letramento a partir de textos da tradição oral – conhecidos por professores/estudantes – com vistas à ampliação de seu repertório, à vivência e discussão sobre a importân­cia de aprender a dizê-los, a memorizá-los, a brincar com eles, a recorrer a eles em diversas situações, bem como à produção efetiva de materiais a partir deles em oficinas.

Objetivos Específicos

Problemática
A prática pedagógica em nossas escolas públicas, em muitos casos, não corresponde às teorias pedagógicas apresentadas pela academia. Nesse sentido, se faz necessário um olhar mais próximo a essa prática, para que seja possível compreender de que forma nossos alunos estão aprendendo.
No que tange a aquisição da língua escrita é necessário estar atento a muitas questões, tendo em vista que o processo de alfabetização necessita estar imbricado na tarefa de letrar. Nesse sentido, podemos questionar: Como se dá o processo de letramento em nossas escolas?
É sabido que tanto a oralidade quanto a escrita são usadas paralelamente em contextos sociais básicos da vida cotidiana, sejam esses formais ou informais, como na família, escola, trabalho, sendo que seus objetivos de usos se apresentam de forma diversa com intensidades variadas. Assim, podemos questionar: De que forma é possível aliar propostas de alfabetização, em contexto de letramento, com prática de leitura e escrita enquanto práticas sóciodiscursivas?

Metodologia
Realizar atividades de leitura e/ou escrita que utilizem textos da cultura oral como mediadores do processo de alfabetização num contexto de letramento.
Propor a elaboração e produção de vídeos tematizados pelo gênero textual explorado por cada turma.

Plano de ação
1º Momento
 Apresentação da proposta aos alunos e introdução ao tema (cada grupo de estagiários interage com sua respectiva turma).
- Execução de atividade de leitura e/ou escrita relacionada ao tema da turma junto aos alunos, propondo a produção de um vídeo como consequência do contato com o gênero textual abordado.

 2º Momento

-  Produção dos alunos do material a ser utilizado na animação (propor a criação de imagens, textos, formato e roteiro do vídeo).
 Serão organizadas quatro oficinas de leitura e/ou escrita, norteadas por subtemas, a saber:
·      A leitura através da canção popular.
·      Cordel
·      Poesias e Parodias
·       Parlendas

 3º Momento
Exposição das atividades de cada turma para toda a escola, com o tema, propondo a mostra de vídeo: “MEMÓRIA POPULAR: A ESCRITA DE CÓR”

  Referencias

BAKHTIN, Mikhail.  Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 1981, 7ª ed.
ARAUJO, Liane Castro de. ... Quem os desmafagafizar bom desmafagafizador será : textos da tradição oral na alfabetização / Liane Castro de Araujo, Mary Arapiraca. - Salvador: EDUFBA, 2011.
PRETTO, Nelson De Luca. Uma escola sem/com futuro: educação e multimídia. Campinas: Papirus, 1996.
RADINO, Gloria. Oralidade, um estado de escritura. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 6, n. 2, p. 73-79, jul./dez. 2001
Soares, Magda B. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
VYGOTSKY, Lev Semenovich. A formação social da mente: o descobrimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes, 1991.


Produzido por: Carlos Chagas Filho, Danilo Silva, Gisele Evangelista, Géssica Lima, Jéssica Hanna, Juliana Arouca, Marilene, Vanderson Silva, Vera Sena



O despertar do Letramento


Era uma vez em um mundo muito, muito distante um menino travesso chamado Letramento. Em uma de suas travessuras acabou tropeçando e batendo a cabeça, esquecendo-se de quem era e onde estava.

<< música que inicie a história>>
(Letramento acorda)

Letramento – Ai, ai, ai! Bati minha cabeça. (ele olha o local) Onde estou??

(Alfabetização aparece caminhando e Letramento chama e pergunta)

Letramento – Ei amigo! Pode me dizer onde estou?
Alfabetização – Você está no mundo de aquisição da linguagem, é claro!
Letramento – Nossa! Mundo de aquisição da linguagem? Não me lembro de nada.
Alfabetização – Qual é o seu nome?
Letramento – Me chamo Letramento. Acho que é a única coisa que lembro.
Alfabetização - Que pena! Mas agora tenho que ir, tchau!
Letramento – Ei! Espere, não vá...

(Alfabetização continua sua caminhada e letramento fica sem sabe aonde ir, por coincidência acaba encontrando Pedagoga que voltava de sua reunião.)

Pedagoga - Letramento o que faz aqui? Não era pra nos encontrarmos com a Escola?
Letramento – Escola? Quem é você?
Pedagoga – Eu sou a Pedagoga e nos unirmos para ensinar aos alunos as práticas de letramento. Você não lembra? Discutimos isso já algum tempo.
Letramento – Hum... Não consigo me recordar disto. Será que você pode me ajudar?
Pedagoga – Claro! Você é um processo de aprendizagem social e histórica da leitura e da escrita em contextos informais e para usos utilitários.
Letramento – Certo! Mas, o que é mesmo que discutimos?
Pedagoga – Ora! Sobre os nossos estudos que têm como objeto de conhecimento os aspectos e os impactos sociais do uso da língua escrita e distinguir suas múltiplas práticas da prática de Alfabetização.
Letramento – Certo! Mas quem é mais importante, eu ou Alfabetização?
Pedagoga – Vocês dois são importantes, mas a prática de Alfabetização está apenas ligada ao ato de ler e escrever.

(Pedagoga olha pro relógio e percebe como está atrasado)

Pedagoga – Nossa estou atrasado, preciso encontrar a Escola. É sempre bom falar com você Letramento. Tchau!
Letramento - Posso ir com você?
Pedagoga - Claro, venha comigo!

(Eles estão seguem o caminho para encontrar uma grande amiga da Pedagoga, a Escola)
<>

Pedagoga – Escola lembra-se do Letramento?
Escola – Lembro sim Pedagoga. Por sinal estávamos bem preocupados com ele, por não termos um currículo que trabalhe adequadamente as práticas sociais advindas do letramento, ficamos sem saber onde ele estaria.
Pedagoga – Como podemos resolver esse problema?
Escola – Sabe aquela reunião que fizemos? Foi para discutirmos como podemos trabalhar melhor com os Gêneros para facilitar o convívio do Letramento aqui entre nós, para que o individuo saiba qual Gênero utilizar numa situação comunicativa.

(Nesse momento o Gênero aparece)

Escola- Aqui está o Gênero! Gênero nos explique como você pode nos ajudar a desenvolver atividades que trabalhem práticas do Letramento.
Gênero – Para facilitar o entendimento de vez, vou apresentar alguns dos meus filhos.

(Gênero apresenta seus filhos – resenha, resumo, e-mail - e como utilizá-los nas práticas sociais)

Letramento- Ahh! Estou lembrando tudo agora. A Alfabetização me completa.

(Alfabetização entra e se une ao Letramento. Eles se abraçam e a história é finalizada – o menino na sala de aula acorda)
<>

Professor – E você Joãozinho, o que me diz sobre o letramento?
Joãozinho – Professor, eu descobrir que o letramento aproxima a escola das práticas sociais, ampliando as possibilidades de se trabalhar com o nosso contexto. 


Referências

KLEIMAN, Ângela. Letramento e suas implicações para o ensino de língua materna. Signo, v.32, n.53, p. 1-25, dez. 2007, Santa Cruz do Sul.

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2007

SOARES, Magda. Letramento em verbete: o que é letramento? In:__________. Letramento; um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 2001 

Produzido por: Alessandra Silva, Bianca Nogueira, Camila Sotero, Danilo Silva, Fernada Natalhia, Jéssica Amorim, Vanderson Silva, Viviane Araújo

Cidadania: Resgatando Valores Humanos – Por Uma Relação Sustentável na Escola


1.   IDENTIFICAÇÃO

a)    Órgão Colaborador: Colégio Polivalente do Cabula
b)   Órgão Executor: Uneb – alunos do curso de Pedagogia: Agnaldo Fonseca, Andreia Queiroz, Danilo Silva, Jéssica Queli e Vanderson Silva
c)    Título/Tema do Projeto: Cidadania- Resgatando Valores Humanos: Por Uma Relação Sustentável na Escola
d)   Período de Execução: A definir


2.   INTRODUÇÃO

As observações de campo têm sido um importante meio para se identificar situações-problemas e traçar metas para o âmbito escolar. Foi partindo dessas observações que identificamos a falta de motivação e de interesse dos alunos do Colégio Polivalente do Cabula pelas aulas.
O motivo principal para a escolha desse tema é o fato de que temos percebido como a concepção da sociedade moderna caracterizada pela competição e pelo individualismo, tem interferido no comportamento dos jovens na instituição escolar.
As novas relações sociais que têm surgido, em busca de bens materiais e o isolasionismo que as pessoas têm se submetido, graças a nova tendência da sociedade moderna, foram estudadas pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman. E esses estudos foram utilizados como sustentação teórica para desenvolver esse projeto.
As conseqüências trazidas por esse novo conceito transformam a relação da escola com a comunidade ao qual ela está inserida, trazendo dificuldades para manter os jovens nas salas de aula.
Por apresentar uma afinidade com o trabalho do educador Anísio Teixeira, os projetos aos quais ele desenvolveu, para incentivar a interação entre as escolas e as instituições culturais serviram como base para relacionar o tema com o sub-tema propostos e elaborar alternativas para minimizar a problemática relação entre os valores educacionais, como a responsabilidade e a objetividade, e os valores sociais, como a ética e a moral.

3.   RESUMO

Atualmente, nas escolas, a desmotivação dos alunos é um dos fatores mais significativos que impedem e dificulta a aprendizagem. Essa desmotivação é resultado de uma série de fatores que vai desde aos meios tradicionais que a escola se utiliza até as concepções da própria sociedade que o aluno está inserido. Sendo assim, visando uma reflexão acerca das relações existentes dentro do ambiente escolar; o lúdico se torna um fator essencial para se recuperar o interesse dos estudantes pela escola.

4.   JUSTIFICATIVA

Hoje, as instituições escolares públicas se encontram em diversos dilemas da contemporaneidade: a necessidade de atrelar o currículo oficial ao contexto escolar e a comunidade; a falta de uma estrutura física e administrativa adequada para atender aos alunos; a desvalorização do professor que se vê encurralado entre a violência e o desrespeito à profissão; a condição social dos alunos. Mas dentre esses graves problemas perceptível na conjuntura educacional em nossa sociedade, o que mais nos desafia diz respeito ao que foi possível perceber claramente durante o estágio de observação no Colégio Polivalente do Cabula pelo grupo: o desinteresse dos alunos pela aula.
Entendamos que historicamente as diretrizes educacionais brasileira sempre estiveram atreladas a atender aos interesses políticos e econômicos, voltada para uma conduta tradicionalista, conteudista. No século XX, principalmente, o currículo fora construído para atender a necessidade do desenvolvimento do país, com um aporte em quase todo o século numa pedagogia tecnicista. Desprezando a emancipação do indivíduo, considerando-o como mero objeto, uma peça da engrenagem de uma máquina, sem necessidade de refletir e intervir na sociedade.
Com a quebra de paradigmas modernos, mediante as novas necessidades da contemporaneidade, constata-se como herança um processo educativo desmotivado, desvinculado da pessoa do aluno, resultando nas últimas décadas, no desafio de superar o fracasso escolar. Instaurando-se então, a complexa relação de ensino-aprendizagem da pós-modernidade. Que passa a considerar o indivíduo como sujeito de seu processo, contribuindo não só para a transmissão do conhecimento, mas, sobretudo, a desconstrução e reconstrução do conhecimento, em que, as relações inter e intrapessoais passam a ser considerados. Além do mais, o direcionamento para o processo de ensino-aprendizagem atual sinaliza a se tornar significativa quando a experiência vivenciada na escola se relaciona com a vida fora dela, possibilitando a construção de sentidos e significados pessoais e coletivos.
Desenvolver um Projeto de Intervenção que favoreça para o resgate do interesse dos alunos pelas aulas requer construir uma estratégia metodológica e didática que proporcione o aluno despertar para o seu papel como pessoa em formação e como indivíduo dentro de uma sociedade democrática, com direitos e deveres a cumprir. Partindo de uma epistemologia construtivista, centrada na pessoa do aluno, onde a sua participação ativa potencialize a retomada de valores que signifique seu processo de aprendizagem e formação humana.
Por isso, a relevância desse projeto na tentativa de buscar alternativa que favoreçam a comunidade escolar alunos, professore e também os pais essa retomada de valores, que vem se perdendo na contemporaneidade.
Um dos autores contemporâneo que mais têm produzido obras que discute a instabilidade e a provisoriedade da vida humana e conseqüentemente essa perda de valores é Zygmunt Bauman. Em seu livro modernidade líquida, define como um momento em que a sociabilidade humana experimenta uma transformação que pode ser sintetizada nos seguintes processos: a metamorfose do cidadão, sujeito de direitos, em indivíduo em busca de afirmação no espaço social; a passagem de estruturas de solidariedade coletiva para as de disputa e competição; o enfraquecimento dos sistemas de proteção estatal às intempéries da vida, gerando um permanente ambiente de incerteza; a colocação da responsabilidade por eventuais fracassos no plano individual; o fim da perspectiva do planejamento a longo prazo; e o divórcio e a iminente apartação total entre poder e política. Bauman comenta que assim muitos jogos acontecem ao mesmo tempo e as regras mudam em seu andamento. Por isso, diz Bauman, que não se sustenta mais a Pedagogia edificada sobre a ordem imutável do mundo (que justificou a necessidade e as vantagens da transmissão de conhecimentos). Para Bauman é preciso, então, começar a lidar com um tipo de conhecimento pronto para ser usado imediatamente, em curto prazo, e descartado assim que não corresponder mais a uma urgência.
Portanto, consideramos importante a realização desse projeto por conhecermos as problemáticas da sociedade e da comunidade escolar, visando regatar os valores de respeito, cooperação, cidadania e tanto outros perdidos no meio social, na contemporaneidade. Tratando-se de uma noção de cidadania ativa, que tem como ponto de a compreensão do cidadão como portador de direitos e deveres.  


5.   REFERENCIAL TEÓRICO

O cotidiano escolar deve ser organizado em função da aprendizagem e do sucesso do aluno que se concretiza com base em diferentes práticas educativas decorrentes da proposta curricular da escola; por isso é importante que se tenha o pensamento de uma visão de uma matriz curricular condizente com o pensamento atual, para uma tentativa não só de questionar, mas elucidar determinados equívocos de nosso processo educacional institucionalizado, as quais perpassam pelas diretrizes curriculares. Entretanto, ao nos inserirmos no cotidiano escolar, surgem vários questionamentos e dentre eles o mais instigante é o de como promover as mudanças na educação, direcionada para as concepções atuais de educação: autônoma, contextualizada, interdisciplinar e que busque considerar as relações afetivas e as singularidades dos sujeitos envolvidos.
Chegamos às portas do século XXI com a certeza de que, na escola, não basta transmitir informações, é preciso educar. Embora o ensino seja parte integrante do processo educativo, o desafio que hoje se coloca ultrapassa a esfera da simples aquisição de conhecimento para dar sentido e aplicabilidade ao que é aprendido. É assim que crianças, por natureza ativas e curiosas, podem tornar-se cidadãos conscientes, críticos e responsáveis.
Telma Weisz (2009), na sua obra – O diálogo entre o ensino e a aprendizagem – diz entre outros temas que o professor precisa considerar e compreender o saber do aluno e seu ensino dialogar com o que o aluno sabe. Desenvolvendo uma sensibilidade e uma espécie de escuta para perceber que atrás daquilo que os alunos abordam, de certa forma, pra ele deve ter algum sentido, permitindo a problematização e reflexão, e assim, construir uma verdadeira situação de aprendizagem significativa. Sintetizando ainda a autora que, colocar o fazer educativo a partir de uma nova perspectiva de atuação requer acreditar que os alunos pensam e são capazes de progredirem, levando-nos a respeitá-los e apoiá-los.
A intervenção educativa deve, contudo, incorporar princípios flexíveis capazes de contemplar as particularidades pessoais e culturais, escolares e sociais, tendo como alvo os processos de desenvolvimento, personalização, socialização, humanização e libertação. Trata-se, portanto de uma prática essencialmente pedagógica que ganha sentido pela sua conotação política.
Tendo em vista o inegável impacto exercido pela escola sobre o aluno, o rumo dessa intervenção ao longo da vida escolar segue um movimento dialético que procura inserir o homem na escola, favorecer a sua integração e aproveitamento para, finalmente, devolvê-lo à sociedade. Na medida em que esses momentos de rumos contrários se sobrepõem no processo educacional, preparar o cidadão é, em certa medida, investir na formação do estudante e, mais do que nunca, valorizar o processo de escolaridade.
A passagem para a 5a série aos 11 anos de idade é marcada por interferências que acabam por redimensionar a vida estudantil e as perspectivas pessoais. No plano escolar, a nova conformação do funcionamento institucional exige do sujeito a consolidação da autonomia estudantil já anunciada em anos anteriores. Contudo, a despeito das crescentes exigências escolares, o aluno projeta-se progressivamente para fora das “instâncias estritamente pedagógicas” tal é a força dos focos de desenvolvimento, o impacto da recentes descobertas e o conflito de sentimentos aí envolvidos.
Os processos de luto gerados pelas sucessivas perdas (o “status” de criança, os brinquedos e fantasias), o crescente interesse por temas não considerados pela escola, a busca de identidade, o desejo de responder a perguntas como “quem sou” e “o que quero” são, segundo Oliveira e Chakur (In Leite Salles e Oliveira, 2000), elementos desestruturantes da pessoa que se configuram simultaneamente como elementos constituintes do amadurecimento e inserção na vida adulta.
O dia a dia escolar é, assim conturbado pelos fortes apelos de ordem sexual, afetivo, econômico, ideológico e social. Assim, ainda que o aluno reconheça a importância do ensino, ele o faz em nome de metas futuras, certamente externas ao perímetro escolar ou aos objetivos estritamente escolares. Em síntese, a escola deixa de ser o eixo central da vida do aluno. Os conflitos entre a escola e os apelos da vida social, tão frequentes nos alunos do Ensino Médio (15 a 17 anos), já aparecem muitas vezes entre os pré adolescentes da 5a série.
Em face da realidade juvenil, os rumos da intervenção educativa sofrem considerável modificação. Se, inicialmente, ela priorizava a integração do aluno na escola (seja pela familiaridade com o meio institucional, seja pela ênfase na formação do estudante), agora ela volta-se para a inserção do sujeito no mundo. Depois de tantos anos na escola, o adolescente se defronta com os apelos da sociedade e clama por uma escola cúmplice do seu momento de vida. Assim, sem desconsiderar o apoio ao processo de ensino-aprendizagem inerente à vida escolar, a interferência educativa reforça os aspectos cognitivos e os afetivo-relacionais na construção da aprendizagem no âmbito escolar, visando seu compromisso social, tendo em vista a preparação de jovens para o exercício da cidadania, para a autonomia e responsabilidade de atitudes.

6.   OBJETIVOS

- Desenvolver atividades que visem a relação harmoniosa entre as pessoas da escola.

·         Promover a integração dos alunos;
·         Melhorar a relação professor-aluno;
·         Desenvolver a autonomia dos alunos;
·         Promover uma mediação lúdica e artística;
·         Aproximar a família da escola.


7.   METODOLOGIA

A intervenção terá uma base epistemológica construtivista, na busca de uma atuação ativa por parte dos alunos, direcionada para uma mediação que possibilite manifestações por parte dos sujeitos envolvidos de forma oral, escrita e lúdica. Partindo das concepções que já possuem sobre os assuntos dados, explanação do professor e a contextualização com a realidade. Buscando um processo de ensino e aprendizagem contínuo e significativo tanto para os alunos quanto para o professor. Promovendo um processo – Reflexão-Ação – sobre o conteúdo legal a ser abordado com uma postura de atitude comprometida do professor, não só com a sua competência, mas com a responsabilidade social coletiva.
Para tanto, traçamos uma sequência didática que se fará, da seguinte maneira:

  • 2ª feira: das 8 h às 11h30min
Tema: Oficina Descobrindo o outro
Ação: Palestra sobre o que é ser cidadão – Intervalo – Dinâmica em grupo (Arremesso de Bastões) – Roda de avaliação.
Recursos: Sala de aula, microfone, computador, data show, bastões.

  • 3ª feira: das 8 h às 11h30min
Tema: Oficina Direitos e Deveres
Ação: Dramatização – Leitura Dirigida – Intervalo – Roda de Avaliação.
Recursos: Sala de aula, quadra, texto, 2 folhas de papel metro.

  • 4ª feira: das 8 h às 11h30min
Tema: Oficina A Importância da Escola na Formação do Individuo
Ação: Leitura Fílmica - Intervalo – Reflexão – Roda de avaliação.
Recursos: Televisão, aparelho de DVD, DVD.

  • 5ª feira: das 8 h às 11h30min
Tema: Oficina Construindo a Cidadania
Ação: Construção do painel integrado – Intervalo – Roda de avaliação.
Recursos: Papel metro, revistas, jornais, cola, tesoura, tinta guache, pincel.

  • 6ª feira: das 8 h às 11h30min
Tema: Oficina Por uma Relação Sustentável
Ação: Apresentação do Painel – Reflexão da Família - Roda de avaliação.
Recursos: Auditório, microfone, computador, data show.

8.   AVALIAÇÃO

O projeto de intervenção vai ser executado visando a continuidade do processo. Por essa razão a avaliação será realizada juntamente com os envolvidos nesse trabalho, ou seja, - os aplicadores da intervenção, os alunos, os docentes que queiram participar e as famílias -, farão a avaliação do trabalho por meio de rodas de dialogo, fichas diagnosticas e outros instrumentos que os aplicadores julguem necessários ao longo da intervenção.


9.   REFERÊNCIAS

BAUMAN, Zygmunt. Amor Líquido: Sobre a Fragilidade dos Laços Humanos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2004
 BAUMAN, Zygmunt. Modernidade e Ambivalência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2004
DOLL Jr, William E. Currículo: uma perspectiva pós-moderna. Trad. Maria Adriana Veríssimo – Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
WEISZ, Telma. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem – 2a São Paulo: Ática, 2009.
SOLÉ, Isabel. Disponibilidade para a aprendizagem e sentido da aprendizagem in O construtivismo na sala de aula – Ed. 6, São Paulo: Ática, 2009.

Produzido por: Agnaldo Fonseca, Andréia Queiroz, Danilo Silva, Jéssica Queli e Vanderson Silva