quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Projeto Interdisciplinaridade e Mediação Didática


1.   OBJETIVOS

·          Verificar de que forma os alunos estão inseridos em atividades interdisciplinares
·           Analisar se realmente existe interdisciplinaridade nas escolas
·           Constatar como o professor realiza a mediação entre tecnologia e alunos

2.   JUSTIFICATIVA

O mundo em que vivemos, nessa modernidade, tem contribuído para que as relações sociais se tornem fragmentadas e superficiais. Esse comportamento social tem afetado as relações escolares, uma vez que as pessoas envolvidas nesse processo estejam inseridas dentro de um contexto de consumo e de um acumulo de informações que é feito de maneira indiscriminada e aleatória, gerando assim o desinteresse dos mesmos para com as instituições educacionais.
Frente a esse desinteresse da comunidade escolar, surge a necessidade de se criar projetos e propostas a fim de se resgatar o prestigio do processo de ensino aprendizagem; dessa forma, aparece a Interdisciplinaridade, um conceito que a equipe acredita ser fundamental para que gestores, docentes e discentes voltem a ter desejo e amor por aquilo que eles fazem.
 O grupo se identificou com o tema, pois acreditamos que a interdisciplinaridade deve ser uma prática comum e usada nas escolas, devido a sua importância em fazer com que os alunos se envolvam com o conteúdo que lhes é passado e aproxime essas informações de sua realidade.

3.   QUESTÃO NORTEADORA

Existe uma prática interdisciplinar efetiva, dentro das escolas, que contribuem para aproximar o aprendizado com a realidade dos alunos?


4.   FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

4.1 – CONCEITUANDO A INTERDISCIPLINARIDADE

 A sociedade tem se mostrado fragmentada, como se alguns fenômenos sociais estivessem separado de nós, essa tendência tem se refletido na escola, fazendo com que o ensino também passe a ser dividido e desconectado com os outros campos de aprendizagem.
Essa fragmentação do ensino traz para o campo educacional a necessidade de se implantar a interdisciplinaridade nas escolas. Essa prática é entendida como uma interação entre as disciplinas escolares, nela é marcante o diálogo com outras formas de conhecimento. Portanto, essa prática deve ser uma ação unificadora do saber, capacitando o discente para que possa ter uma visão global do mundo, no qual ele está inserido.
O indivíduo que segue uma única linha de pensamento constrói um conhecimento superficial e desenvolve uma percepção deturpada da realidade, isso acaba mudando o receptor que deveria ser agente das transformações em mero objeto. É preciso entender que a interdisciplinaridade é o fator de mudança social.
“Interdisciplinaridade vem a ser o resultado da articulação entre duas ou mais disciplinas com objetivos pedagógicos comuns, já que as disciplinas não podem ser consideradas como ilhas isoladas num arquipélago perdido. É, nessas perspectivas, a unidade do saber que se realiza na especificidade de cada uma das disciplinas.” (D’Ávila, 2002, p. 146)
Ao falar do conceito de interdisciplinaridade as pessoas cometem um grande equivoco, o que a torna complexa. O equivoco se faz na medida em que esse conceito perpassa por um acumulo de outras definições, como multidisciplinaridade, pluridisciplinaridade e transdisciplinaridade, que são usadas de forma isolada. Além dessas definições, há quem confunda a noção de interdisciplinaridade com conceitos de integração, inter-relação e interação, empobrecendo seu campo de atuação.
A priori, o objetivo da interdisciplinaridade será de permitir aos alunos um melhor desempenho em suas atividades, não só acumulando conteúdos, mas aprendendo de fato, além de inseri-los na realidade de mundo em que nos encontramos onde inúmeras informações nos cercam a todo o momento. Com base nesse objetivo, Assumpção defendia que a interdisciplinaridade é importante pra se resgatar uma produção de conhecimento baseada nas vivências dos alunos.
“No projeto interdisciplinar não se ensina, nem se aprende: vive-se, exerce-se. A responsabilidade individual é a marca do projeto interdisciplinar, mas essa responsabilidade está imbuída do envolvimento – envolvimento esse que diz respeito ao projeto em si, às pessoas e às instituições a ele pertencentes.” (Fazenda, 1993, p. 17).
A interdisciplinaridade deve ser uma prática intencional, consciente, clara e objetiva por parte dos que a praticam, sendo pautada através do diálogo entre os docentes e uma participação dos alunos.

4.2 – INTERDISCIPLINARIDADE E MEDIAÇÃO DIDÁTICA

 A interdisciplinaridade como prática do currículo escolar se expressa em vários níveis de cooperação entre as disciplinas, a primeira mais simples é quando se descreve ou explica um fenômeno na perspectiva de várias delas em certo tempo (ano letivo ou série), isso ocorre quando há um tema ou objeto comum entre as mesmas, o segundo nível mais complexo não precisa da explicação de um fenômeno no âmbito de cada matéria separadamente, vai além, não só estudar as várias formas de conhecimento, mas reconstruí-lo com a participação de cada disciplina.
 A interdisciplinaridade escolar exige um movimento crescente em três níveis: curricular, didático e pedagógico.
Portanto, o trabalho interdisciplinar implica em atividades de aprendizagem que favoreçam a vivência de situações reais ou simulem problemas e contextos da vida real, que para serem enfrentados necessitarão de determinados conhecimentos e competências. A didática está presente em diversas disciplinas, logo ela tem que ser a mediadora nesse processo de interdisciplinaridade, muitas escolas tem procurado organizar o seu currículo levando em conta estas questões. Porém, só esta organização não é suficiente para que um currículo interdisciplinar se materialize. Há um segundo plano, o didático.
A mediação didática tem como objeto, articular o que prescreve o currículo e inseri-las na aprendizagem, dando espaço para reflexão do fazer pedagógico, planejando e revendo métodos de ação e intervenção. O nível pedagógico é o espaço onde é colocada em prática, por meio dos projetos, a interdisciplinaridade didática, sendo que o processo pedagógico deve se fundamentar no diálogo entre professores/alunos e as matérias. Atualmente, a estratégia de ensino mais utilizada para um trabalho pedagógico interdisciplinar são os projetos didáticos.
Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem, nas quais pretende compartilhar conhecimento, no entanto não é sempre que isso dá certo, pois alguns professores sentem dificuldades em o que avaliar na sua disciplina, isso acontece devido à falta de ligação entre as disciplinas no próprio currículo escolar.

5.   CAMPO EMPÍRICO

Para realizarmos esse trabalho achamos importante observar realidades distintas do sistema educacional. Por essa razão, fomos fazer observação de campo em duas escolas; a Escola A, que é pública e a escola B, que é particular.
A Escola A, é uma instituição pública que está localizada no bairro do cabula, próximo a UNEB. Essa escola oferece ensino infantil e lá fomos muito bem recebidos pela diretora, que disponibilizou um funcionário para nos apresentar todas as instalações da instituição. Notamos precariedade em alguns setores como banheiros, área externa com sinais de abandono e a falta de investimentos por parte dos órgãos responsáveis e de interesse por parte de alguns profissionais.
A outra escola que observamos, B, é uma instituição particular e possui 75 anos de funcionamento e mesmo antes disso servia para educar os leprosos que habitavam o leprosário situado no entorno. A escola localiza-se no bairro da Baixa de Quintas, e funciona das 7 horas às 16 horas, sendo que no turno matutino funciona a escola e a tarde funciona o reforço escolar.

6.   COLETA DE DADOS

Na Escola A, tivemos o privilégio de poder observar o contexto dentro da sala de aula. Mesmo antes de entrar na mesma tivemos um choque, pois vimos a tensa relação entre professor e aluno e a falta de condições por parte da professora de estar comandando uma turma. Após adentramos na sala tivemos a certeza de que a mediação didática se dava de forma muito defasada, onde a todo o momento os alunos não eram tratados como alunos, que precisam de cuidado e atenção. A interdisciplinaridade não ocorreu em nenhum momento e uma questão que ficou marcante foi a falta de conexão entre as disciplinas, como exemplo temos o momento em que a professora ensinava ciências, após finalizar o conteúdo iniciou um ditado de palavras. Porém a diretora nos apresentou alguns projetos como uma feira de conhecimento na qual tinha a interdisciplinaridade como proposta.   
Na escola B, observamos algumas aulas do ensino infantil e notamos a dificuldade da professora em fazer aulas interdisciplinares, nessas aulas notamos, também, a preocupação da professora em incentivar que os próprios alunos construíssem questionários e propusessem atividades, que eles estariam desenvolvendo. Essa instituição oferece uma oportunidade de interdisciplinaridade em um projeto chamado Feira de Ciências, que ocorre em setembro. Nesse evento a direção, juntamente com os professores, escolhe um tema e toda a escola realiza um trabalho em cima dessa temática. Essa atividade proposta é confeccionada pelos alunos, com a ajuda de todos os professores e a avaliação acontece em conjunto também; os professores tomam notas no dia do evento e logo após fazem uma reunião pra discutir a nota do aluno. Na Feira de Ciências, percebemos o interesse dos alunos em estar fazendo uma atividade diferenciada e o prazer com que eles trabalhavam, por estar aproximando o conteúdo visto na escola à sua realidade.

7.   POPULAÇÃO

A observação que fizemos foi em escolas do ensino infantil e do ensino fundamental, portanto nosso público são jovens entre 4 e 15 anos.

8.   RESULTADOS

A sociedade na qual nos encontramos configura-se em uma realidade complexa, onde se faz necessária a compreensão das partes de um dado conhecimento. A interdisciplinaridade proporciona essa relação entre as diversas formas do saber.
É indispensável à mediação didática no processo da interdisciplinaridade no âmbito escolar. Cabe ao professor fazer essa mediação entre o sujeito e o objeto de conhecimento.
Nas observações feitas nas escolas, podemos perceber que não há uma interdisciplinaridade em sala de aula, normalmente ela ocorre em outros contextos, tais como, gincanas, oficinas e feiras culturais.
É importante que a interdisciplinaridade faça parte do dia-a-dia do contexto escolar, levando em conta as peculiaridades de cada aluno e do meio social em que estamos inseridos.
Portanto, o conteúdo escolar deve fazer uma ligação entre todas as disciplinas trabalhas em sala de aula e interligá-las a realidade presenciada fora dela, deve ficar claro para os professores e alunos que cada assunto trabalhado pode ser visto como um todo e não fragmentada.


9.   REFERÊNCIAS

D'Ávila, Cristina. Interdisciplinaridade e mediação didático-pedagógica. Revista da Faculdade de Educação da Bahia, Salvador-Bahia, v. 1, n. 3, p. 143-158, 2002.

FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. . Práticas interdisciplinares na escola. 11. ed São Paulo: Cortez, 2009.

FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. . Didática e interdisciplinaridade. 7. ed. - Campinas, SP: Papirus, 2002


Elaborado por: Alessandra Silva, Bianca Nogueira, Camila Araújo, Luiza Alves, Tamires Souto e Vanderson Silva.

O Sentido da Leitura, Um Caminho Para a Compreensão


     Ler e compreender os sentidos do texto (São Paulo: Contexto, 2006, 216 p.) da lingüista brasileira Ingedore Villaça Koch, com a colaboração da doutora em Língua Portuguesa Vanda Maria Elias, é uma importante obra para a língua portuguesa, pois apresenta, de forma objetiva, as estratégias usadas pelo leitor no processo de leitura e construção de sentidos.
         A obra merece elogio tanto pelo seu conteúdo teórico quanto pelo seu conteúdo visual. O trabalho que foi dividido em nove capítulos, trás, em todos eles, uma grande variedade de gêneros textuais que exemplificam as discussões teóricas e mostram diversas possibilidades em que o professor pode trabalhar com textos de gêneros variados.
       No capítulo inicial, intitulado Leitura, texto e sentido, as autoras abordam a concepção de leitura como uma atividade de produção de sentido, e por isso direciona o foco para o autor, o texto, e para a interação autor-texto-leitor. Dessa discussão, pode-se inferir que o sujeito adota estratégias, as quais ele associa ao seu conhecimento prévio, para compor a construção de sentido do texto, o que possibilita o surgimento de uma pluralidade de leituras e de sentidos.
    Essa obra, da grande lingüística brasileira Ingedore Koch, é um marco na produção nacional pela sua importância e pela sua escrita acessível a todos àqueles interessados em conhecer um pouco mais sobre a língua portuguesa brasileira.

Informações sobre as autoras:

Ingedore Villaça Kock, licenciada em Letras e bacharel em Direito pela USP, é mestre e doutora em Língua Portuguesa pela PUC-SP e livre-docente em Análise do Discurso pela Unicamp. Na PUC-SP, atuou nos cursos de Letras e Jornalismo, na pós-graduação e na especialização. É professora titular do Departamento de Linguística do IEL-Unicamp, onde implantou a área de Linguística Textual. Entre suas obras, contam-se: Ler e compreender, A coesão textual, A coerência textual, A inter-ação pela linguagem, O texto e a construção dos sentidos e Referenciação e discurso, publicadas pela Editora Contexto.

Vanda Maria Elias é doutora em Língua Portuguesa pela PUC-SP, onde atua em cursos de graduação, no curso de Especialização em Língua Portuguesa e no Programa de Estudos Pós-Graduados em Língua Portuguesa. Realizou estudos de pós-doutorado no IEL - Unicamp. É membro do GT Linguística do Texto e Análise da Conversação, da Associação Nacional de Pesquisa em Letras e Linguística (ANPOLL), e líder do grupo de pesquisa (CNPq) Texto, Hipertexto e Ensino de Língua Portuguesa. Coordena a coleção Linguagem & Ensino da Editora Contexto e é co-autora dos livros "Ler e compreender: os sentidos do texto" e "Ler e escrever: estratégias de produção escrita".

Referência:
KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e Compreender os Sentidos do Texto. São Paulo: Contexto, 2006. 216 p.

O Carteiro e a sequência didática: uma luz sob os gêneros textuais


O CARTEIRO CHEGOU: uma proposta de sequência didática para séries iniciais (Revista Prolíngua, v. 02, n. 01, p. 64, 2009) da professora assistente, da Universidade Estadual de Maringá, Cláudia Valéria Doná Hila, com a colaboração de Elvira Lopes Nascimento, doutora em filologia e língua portuguesa, é uma importante obra para os educadores, pois apresenta, de forma objetiva, uma proposta de sequência didática em torno do reconhecimento do contexto de produção de gêneros textuais, no intuito de contribuir para a elaboração de materiais didáticos para as práticas de leitura.
A obra da professora Hila merece elogio por ter seu conteúdo muito bem sistematizado e apresentado com um embasamento teórico amplo, sustentado por diversos autores trazidos no texto. O artigo foi dividido em três partes. A primeira parte apresenta o pressuposto teórico, baseado no Interacionismo Sociodiscursivo, que relaciona o contexto de produção e a prática de leitura; a seguir, as autoras apresentam o instrumento sequência didática e por fim, é apresentado ao leitor uma proposta de sequência didática com o objetivo de reconhecer o contexto de produção de gêneros epistolares.
Na parte inicial desse artigo, as professoras delimitam seu trabalho no contexto de produção de sentidos decorrente das particularidades constitutivas que cerca o texto. Para sustentar suas ideias, as docentes se baseiam no Interacionismo Sociodiscursivo, que defende o nascimento do discurso no meio dos indivíduos e pela situação social mais imediata e pelo meio social mais amplo. Por se basear, exclusivamente, no Interacionismo Sociodiscursivo, a obra poderia ficar comprometida devido a restrição das ideias, porém as autoras superam essa problemática, trazendo citações de muitos autores que, a todo momento, sustentam as afirmações feita por Hila e por Nascimento.
Nas partes seguintes desse artigo, as autoras apresentam aos leitores, a sequência didática. Primeiro conceituam esse instrumento, bem como sua importância e seus objetivos; ressaltando sua utilização para organizar e sistematizar as atividades em torno do gênero textual. Por fim, é trazido, por Hila e por Nascimento, uma proposta de sequência didática voltada para o contexto de produção de um grupo de gêneros; que tem o intuito de auxiliar aos educadores, a pensar atividades de produção de escrita e leitura, acerca dos gêneros textuais.
O artigo O CARTEIRO CHEGOU: uma proposta de sequência didática para séries iniciais é uma importante obra para todos os educadores e os estudiosos da área de linguística, pois esclarece algumas dúvidas sobre a sequência didática e sugere muitas formas de se trabalhar com os gêneros textuais, tema que tem se apresentado como uma dificuldade para os professores dos anos iniciais.

Referência:
HILA, Cláudia Valéria Doná; NASCIMENTO, Elvira Lopes. O Carteiro Chegou: uma proposta de sequência didática. In: Revista Prolíngua, v. 02, n. 01, p. 64, 2009.

A alfabetização: um processo para muitas discussões


“A linguística e a aquisição da escrita” (ANALECTA - Guarapuava, PR – v.3, nº1, p. 29-40. Jan/jun. 2002.) de Ângela Helena Bona Josefi, do Departamento de Pedagogia da UNICENTRO, Guarapuava, PR, aborda uns dos principais dilemas do processo de alfabetização na escola que é a aquisição da leitura e escrita. Sugere que os profissionais da área lance mão dos conhecimentos linguísticos para evitar atividades de memorização e repetição que não estimulam a compreensão funcional da língua.  
A autora dividiu o seu artigo em cinco tópicos e discuti sobre a importância da Linguística no ensino de língua materna, a capacidade das crianças em selecionar e manipular a linguagem para se comunicar; ressalva sobre a diferença entre fala e escrita, trás algumas considerações sobre as dificuldades que os alunos enfrentam com os fonemas na aquisição da escrita e das primeiras tentativas que elas fazem para redigir os seus textos.
Josefi, desde início ao final do seu texto mostra os pontos negativos de métodos tradicionais usados nas escolas para ensinar a criança a ler e escrever. Para ela tais métodos não valorizam o aluno como “sujeito que, ao chegar à escola, já traz uma representação do que seja ler e escrever”, contribui na perda da capacidade que usava para interagir oralmente, sem precisar de repetição de fonemas, silabas e etc. A escola tem sua parcela de culpa quanto a o fracasso da alfabetização e letramentos dos seus alunos, mas esse fracasso está associado à má formação dos educadores, dos materiais didáticos que são usados nas escolas, distantes da realidade oral dos falantes, da tradição da gramática normativa que muitos acreditam que a escrita “correta” das palavras é que contribuem para a verbalização perfeita dos vocábulos.
A preocupação quanto à postura tradicional que as escolas, ou melhor, que muitos educadores ainda têm quanto ao processo de aquisição da leitura e escrita deve ser discutido sim e não discordo da autora, porém a melhora significativa desse problema não está somente na “substituição” dos métodos tradicionais de alfabetização, por processos que tomam a linguística com uma ferramenta mais eficiente, mas na qualificação profissional, na formação dos futuros educadores que tem dificuldade de vencer o tradicional e aplicar os conhecimentos “novos”. Muitas vezes a escola não é bem sucedida porque a própria escola não sabe lidar com essa questão e como vencer esse problema?  Precisamos formar educadores capacitados para mudar com sucesso essa realidade que será ainda motivo de muitas discussões, o processo de alfabetizar letrando.
O artigo ora analisado, não deixa de ser um convite a reflexão quanto à postura da escola, do educador no processo de aquisição da leitura e escrita dos alunos, sobre tudo, na valorização da criança como sujeito capaz de organizar elemento da fala para interagir com o meio. A escola precisa respeitar isso. Como diz Paulo Freire “O professor que desrespeita a curiosidade do educando, o seu gosto estético, a sua inquietude, a sua linguagem, mais precisamente, a sua sintaxe e a sua prosódia; o professor que ironiza o aluno, que o minimiza, que manda que "ele se ponha em seu lugar" ao mais tênue sinal de sua rebeldia legítima, tanto quanto o professor que se exime do cumprimento de seu dever de propor limites à liberdade do aluno, que se furta ao dever de ensinar, de estar respeitosamente presente à experiência formadora do educando, transgride os princípios fundamentalmente éticos de nossa existência – Pedagogia da autonomia, 1996 (p. 66).

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Algo sobre Globalização




A sociedade, na atualidade, passa por um processo chamado de globalização, esse processo consiste num aprofundamento da integração econômica, social, cultural, política, que teria sido impulsionado pelo barateamento dos meios de transporte e comunicação dos países do mundo, no final do século XX e início do século XXI. É um fenômeno gerado pela necessidade da dinâmica do capitalismo de formar uma aldeia global que permita maiores mercados para os países centrais (ditos desenvolvidos) cujos mercados internos já estão saturados.
Os resultados destas intensas modificações refletem na educação e também na formação de um novo tipo de trabalhador, que passa a ser mais dinâmico e plural. A educação, nesta Era Global, torna-se (ou pelo menos, deveria se tornar) mais informatizada, para formar cidadãos mais bem preparados para este novo mercado de trabalho, que cada vez mais, necessita de profissionais mais qualificados e dinâmicos, capacitados para atuar em vários setores e desempenhar várias funções. Vale ressaltar, que essa educação estritamente voltada para atender às exigências do mercado de trabalho, é um dos pontos negativos da globalização, pois a escola (entende-se escola como qualquer instituição de ensino, podendo ser faculdades, o ambiente de trabalho, ou lugares que oferecem cursos profissionalizantes) passou a contribuir com muito pouco na formação do caráter do cidadão, o que tem se tornado um problema se considerarmos questões relacionadas ao dia-a-dia, como tomar decisões e se relacionar com outras pessoas.
Infelizmente, o sistema que nós presenciamos é totalmente diferente do qual nós necessitamos. Esse sistema de integração global gerou um grande prejuízo ao meio ambiente, pois na ânsia pelo lucro, as indústrias têm desmatado e poluído; além disso ele contribui para que desencadeie grandes conflitos que são gerados devido à desigualdade e ao desemprego vinda dos países periféricos (ditos subdesenvolvidos), decorrente da implantação da tecnologia no processo de produção.
Sendo assim, percebemos que a globalização é um sistema que ainda tem muitas falhas, pois existem muitos países que ainda não estão inseridos nesta aldeia global. Para reparar essas falhas, cabe ao Estado desenvolver políticas inclusivas para integrar àqueles que estão à margem da sociedade e criar um mercado alternativo, que não precise de uma tecnologia de ponta na produção; a fim de sanar/diminuir um dos grandes problemas da sociedade moderna, o desemprego.

Material Consultado:
- Livro: Educação Escolar: Políticas, Estrutura e Organização

Elaborado por: Rafaela Gomes e Vanderson Silva

Meus percursos de leitura e escrita




Meus primeiros passos no mundo das letras (leitura e escrita) começaram muito cedo. Segundo minha mãe, ainda quando eu era um bebê, pegava livros e revistas pra ficar vendo as figuras.
Devido a essa minha curiosidade, meus brinquedos sempre tiveram algum teor educativo, e minha mãe se aproveitou disso para me ensinar as letras.
Comecei meus estudos na escola Rosa Carvalho, que se localizava próximo à minha casa e onde estudei até a minha segunda série. Por já ter algum conhecimento sobre as letras, tive muita facilidade em aprender a ler e a escrever. Meu pai conta que eu pegava tudo para ler, desde pacote de comida até encartes de lojas; e também comecei a fazer caligrafias, ditados e cópias para trabalhar a estética da minha escrita.
Na escola descobri que tinha uma dificuldade na fala, trocava a letra “R” pela letra “L”, e por essa razão meus amigos riam muito de mim, o que incentivou ainda mais meu interesse pela leitura.
Quando cheguei à terceira série, me transferi pra escola Ginásio Antônio Calmon, onde estudei até minha oitava série. Nesse período não me interessava muito em estar escrevendo, até porque não tinha esse incentivo de ninguém. Por outro lado, meu interesse em ler só aumentava, assim passei a colecionar gibis, em sua maioria, da Turma da Monica e de super-heróis (como do Homem-Aranha), e a me interessar por livros, graças aos paradidáticos que passei a usar na escola.
No meu ensino médio, já na escola Reitor Miguel Calmon (SESI), meu fascínio pelos livros só aumentou, graças à presença de uma biblioteca na escola. Toda sexta-feira, levava pra casa algum livro da literatura estrangeira para ler, esse era meu programa de fim de semana.
No SESI, comecei a despertar o interesse pela escrita, pois tive uma professora que sempre nos cobrava algum texto.
Hoje em dia, além de ler as coisas da faculdade, compro meus próprios livros. Meus preferidos são as histórias ambientadas na segunda guerra mundial, como O Diário de Anne Frank e A Menina Que Roubava Livros e meu livro preferido é o Pequeno Príncipe. Na escrita, eu gosto de fazer frases e pensamentos, que eu registro em um blog, cujo endereço é http://quemescrevequerfalar.blogspot.com.